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Início na fotografia

  • Foto do escritor: Luciano Shiaki
    Luciano Shiaki
  • 10 de jul.
  • 2 min de leitura

Quando me perguntam como comecei na fotografia, sempre digo: “Foi quando entrei para trabalhar em laboratório fotográfico.” Mas, analisando hoje, no auge dos meus 40 e poucos anos, tenho uma outra visão. Acredito que meu verdadeiro interesse pela fotografia surgiu quando ainda era criança. Naquela época, a mágica e o mistério de fotografar, revelar e transferir a imagem para o papel fotográfico despertaram meu interesse.

Quando criança, sempre aconteciam algumas festividades na casa de minha avó. Pelo menos uma vez ao ano, a família se reunia: irmãos(ãs), primos(as), tios(as), ou seja, toda a hierarquia familiar. Na época, nós, crianças, sempre inventávamos formas de brincar. Como os adultos ficavam conversando dentro de casa, nós geralmente buscávamos as áreas externas. Um dos lugares onde nos concentrávamos era o quintal, que tinha uma bela jabuticabeira e um pequeno galpão todo aberto, que caberia talvez um ou dois carros no comprimento. Entre essas estruturas, existiam alguns canteiros — alguns plantados, outros vazios — por onde a brincadeira corria solta. Havia também uma pequena casa paralela ao quintal, sempre fechada, cuja finalidade desconhecíamos. Até que, um dia, a janela ficou aberta. Então, comecei a observar e surgiu a imagem de um homem por volta dos quarenta e poucos anos, cabelo estilo black power, barba e bigode. Achei interessante o personagem, mas o que chamou atenção foi o que veio em seguida: quando ele se posicionou na janela e esticou um plástico transparente em tom marrom, onde, de longe, dava para ver que era separado por quadros. Hoje sei que se tratava de película de filme fotográfico no formato 120 mm. Aquilo despertou minha curiosidade até descobrir que ali funcionava um laboratório fotográfico, onde se revelavam e imprimiam as fotografias.

Tempos depois, tive meu primeiro contato com um equipamento fotográfico ao adentrar o local e me deparar com uma máquina fotográfica descartável da Kodak chamada Love, que registrava cerca de 20 fotogramas/imagens. Após os registros, o filme fotográfico era retirado para a revelação, e a câmera, descartada. Foi assim que comecei a me interessar pelo mundo da fotografia, brincando com essas câmeras na casa de minha avó.

Segue abaixo uma imagem ilustrativa da câmera "Kodak Love":

Voltando um pouco ao início do texto, anos depois, trabalhei no laboratório fotográfico, local onde realmente aprendi sobre a fotografia.

Espero que tenham gostado do conteúdo. Muito obrigado!


 
 

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Fotografias Fine art - Luciano Shiaki

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